Acad. Waidd Francis
Cadeira 06
Patrona Profa. Maria Augusta Noronha

Segundo informações divulgadas pela ONU (Organização das Nações Unidas), no último dia 13, quase 1 em cada 9 pessoas no mundo sofreu de desnutrição crônica em 2019. Ainda de acordo com o relatório, o número deverá aumentar nos próximos anos em função da pandemia de coronavírus.

A pandemia, como já é do conhecimento de todos, afeta a saúde física e mental, provoca perdas irreparáveis nas famílias, e ainda interfere de forma contundente na economia mundial. Essa interferência causa perda de renda, aumento de preços, principalmente dos alimentos e até a interrupção no fornecimento de bens e serviços.

Diante de todos esses fatores, ainda de acordo com a ONU, poderá haver um aumento entre 83 e 132 milhões de pessoas (seres humanos) passando fome nos próximos anos. Só no ano passado essa tragédia afetava quase 690 milhões de pessoas, ou seja, 8,9% da população mundial.

Antes da pandemia, a estimativa era de 840 milhões de pessoas nessa situação no mundo até 2030, porém, agora a previsão é de 900 milhões.

No Brasil, a insegurança alimentar (incapacidade de ter acesso a alimentos seguros, nutritivos e suficientes o ano todo) atinge 43 milhões de pessoas.

Em que pese a alimentação ser um direito assegurado no artigo XXV da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, e no artigo 6º da Constituição da República Federativa do Brasil, resta claro que as políticas públicas não estão atingindo totalmente o objetivo previsto nos documentos acima. Nesse contexto, mais distante fica o cumprimento da meta de erradicar a fome até 2030, objetivo estabelecido pela própria ONU em 2015, na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Diante de todo esse arcabouço de intenções, discussões e expectativas, louvável o trabalho nascido do Projeto Família Presente, de iniciativa do Ministério Público de Minas Gerais por meio dos Promotores de Justiça da família Dra. Aléssia Alves de Alvarenga Santa Bárbara e Dr. Edgard Augusto Alves Santos.

Dessa atitude surgiu o Projeto Rede Família CL, com os seguintes parceiros: Polícia Militar, Central da Solidariedade, Fraternidade Feminina Estrela de Queluz, Movimento Familiar Cristão, Só Amor, Centro Adolescente Ativo, Conselho Tutelar, Famocol, Polícia Civil, Poder Judiciário (CEJUSC), Defensoria Pública, Rede Solidária, Câmara de Vereadores, Secretaria de Assistência Social, Conselho Central Imaculada Conceição (Vicentinos), Conselho Sagrado Coração de Jesus (Vicentinos), Grupo Espírita André Luiz, Lions Clube Lafaiete Centro, Lions Clube Alvorada, Paróquia N. Sra. da Conceição e Rádio Queluz,  Clube do Bem,  Loja Maçônica Fraternidade  Lafaietense,  Mãos Ajudadoras, Viralize Amor, Igreja Presbiteriana Betel, Fraternidade Feminina Lafaietense,  Matemática e Solidariedade, Obra Santa Filomena, Voluntários Anônimos, Associação Rompendo em Fé, União Social Espírita “As Samaritanas”, Grupo Espírita Bezerra de Menezes, Casa do Teatro, Loja Maçônica Estrela de Queluz, Grupo Lesma, Grupo Espírita Paz, Pastoral da Criança, FDCL, Hospital Espírita Maria Margareth, CRAS I, CRAS II, CRAS III, CRAS IV,  Comunidade Terapêutica Bom Pastor, Grupo Cruz Vermelha Solidário, Secretaria Municipal de Saúde, Superintendência Regional de Ensino, Secretaria Municipal de Educação.

Ações como essas possibilitam um avanço no enfrentamento às situações causadas pela pandemia de coronavírus, e mais, no contato com as famílias atendidas, surge a possibilidade de se detectar outros problemas que possam ser resolvidos pelos parceiros da rede, e com isso, todos ganham.

Digna de nota, uma iniciativa dessa monta merece o apoio de toda a sociedade,  mesmo em um momento tão nebuloso como esse em que vivemos. Enche-nos de esperança e de orgulho a certeza que há sempre um caminho para se alcançar a solidariedade.

O momento sugere  uma reflexão sobre o papel de cada um na comunidade, e  remete a um ato de apoio e participação nesse projeto tão digno. Afinal parceria é a linguagem do terceiro milênio.

*Música: O sal da terra — Beto Guedes.

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