{"id":106,"date":"2023-06-15T23:54:58","date_gmt":"2023-06-15T23:54:58","guid":{"rendered":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/?p=106"},"modified":"2023-06-15T23:58:13","modified_gmt":"2023-06-15T23:58:13","slug":"viajantes-naturalistas-europeus-em-minas-gerais-no-periodo-joanino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/2023\/06\/15\/viajantes-naturalistas-europeus-em-minas-gerais-no-periodo-joanino\/","title":{"rendered":"Viajantes Naturalistas Europeus, em Minas Gerais, no Per\u00edodo Joanino"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Heloisa Azevedo da Costa<\/em><br><em>Jornalista, pesquisadora e associada efetiva do IHGMG<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Trezentos anos protegida do olhar e da cobi\u00e7a de pa\u00edses europeus, a col\u00f4nia portuguesa na Am\u00e9rica, aberta ao mundo pelo pr\u00edncipe regente D. Jo\u00e3o , a partir da transfer\u00eancia da Corte em 1808, come\u00e7a a ser objeto de estudos de muitos naturalistas, interessados em mineralogia, bot\u00e2nica, zoologia, etnografia&nbsp; entre outras \u00e1reas de conhecimento que poderiam ser citadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos seus primeiros 150 anos, a col\u00f4nia ,em algumas ocasi\u00f5es com a prote\u00e7\u00e3o comprometida, ficou mais exposta a estrangeiros. Houve invas\u00f5es, de menor ou maior dura\u00e7\u00e3o, que ajudaram a criar um imagin\u00e1rio sobre as terras tropicais. Mesmo com alguns ataques externos, nos 150 anos seguintes, Portugal cuidou de explorar sua col\u00f4nia. Se&nbsp;<em>se plantando tudo d\u00e1<\/em>, como disse Caminha, exporta-se a madeira, planta-se a cana de a\u00e7ucar at\u00e9 que o ouro apare\u00e7a aos borbot\u00f5es. E qualquer dissid\u00eancia era resolvida com m\u00e3os de ferro. At\u00e9 que&#8230;.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que a pol\u00edtica expansionista de Napole\u00e3o Bonaparte chegue a Portugal e a Corte tenha que se transferir para o Brasil. E este, como col\u00f4nia de Portugal, e depois&nbsp; compondo o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, precisa tanto ser conhecido e fazer boa figura para o mundo quanto receber as luzes da civiliza\u00e7\u00e3o e organizar-se ao novo momento de sua hist\u00f3ria . &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No que difere da Europa essa col\u00f4nia abaixo do Equador? Ser\u00e1 sua gente? O que faz rica sua natureza? O desconhecido instigava as mentes da \u00e9poca ou mesmo uma sanha viageira que tomou a Europa de oeste a leste? Dif\u00edcil saber mas com a diplom\u00e1tica abertura do Brasil \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas praticada por D. Jo\u00e3o VI, e mesmo depois de seu retorno a Portugal, esses estudiosos continuaram a chegar \u00e0s terras brasileiras. \u00c0s vezes vinham com apoio de seus paises, chegavam s\u00f3s ou em grupo compondo expedi\u00e7\u00f5es.&nbsp; Foram in\u00fameros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/7569edd3-099f-4ff3-9aa7-261abda551f2\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Retrato de D. Jo\u00e3o VI, 1817. Jean-Baptiste Debret \u00d3leo s\/ tela<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>0,60mx 0,42m<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Acervo do Museu Nacional de Belas Artes\/ IPHAN\/MINC, Rio de Janeiro<\/p>\n\n\n\n<p><em>Com os retratos de membros da fam\u00edlia real, Debret constr\u00f3i a iconografia da Corte portuguesa, t\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0quele momento de restaura\u00e7\u00e3o das monarquias europ\u00e9ias e&nbsp; queda de Bonaparte<\/em>&nbsp;<em>&#8211; algoz do pr\u00edncipe regente -, e a partir de ent\u00e3o, &nbsp;rei D. Jo\u00e3o VI, do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. \u201cO trono dourado e os trajes majest\u00e1ticos revelam-nos a impon\u00eancia da majestade e do pr\u00f3prio reino, agora tamb\u00e9m americano, que acabava de instaurar-se\u201c&nbsp;<\/em>[1].<\/p>\n\n\n\n<p>D. Jo\u00e3o como regente \u201cn\u00e3o correspondia ao modelo de monarca preconizado por Pombal\u201d&nbsp;[2], diz Lilia Schwarcz em&nbsp;<em>O Sol do Brasil<\/em>. \u201cN\u00e3o tinha for\u00e7a de decis\u00e3o\u201d; afinal n\u00e3o fora educado para&nbsp; reinar. Passou a ser herdeiro do trono com o falecimento do irm\u00e3o, D. Jos\u00e9. Assumiu a reg\u00eancia em julho de 1799 num momento beligerante da Europa. Mesmo com a expans\u00e3o de Napole\u00e3o, adiou ao m\u00e1ximo a retirada para o Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, assessorado por figuras fortes de seu governo, como os ministros&nbsp;[3]&nbsp;Antonio de Araujo Azevedo e D. Fernando Jos\u00e9 de Portugal, entre outros, abriu os portos brasileiros \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas, estruturou&nbsp; a cidade do Rio de Janeiro para alojar a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, autorizou as manufaturas, entre outras medidas que deram mais vigor \u00e0 economia. Com ele tamb\u00e9m chegou a imprensa, al\u00e9m de ter criado v\u00e1rios servi\u00e7os p\u00fablicos e fomentado a educa\u00e7\u00e3o e as artes, com incentivo a sociedades e academias para estudo liter\u00e1rio, cient\u00edf\u00edco e art\u00edstico. Mesmo sob o absolutismo, as institui\u00e7\u00f5es implantadas por D. Jo\u00e3o s\u00e3o as bases para a transforma\u00e7\u00e3o do Brasil em Estado, deixando definitivamente sua condi\u00e7\u00e3o de col\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Paradoxalmente \u00e9 que Dom Jo\u00e3o VI, a quem a historiografia tamb\u00e9m imputa \u201cdefici\u00eancias de cultura do esp\u00edrito\u201d conforme disse&nbsp; historiador Jo\u00e3o Ribeiro&nbsp;[4], vai ser o nome tido se n\u00e3o como mentor mas certamente anfitri\u00e3o de boa vontade, de in\u00fameros estudiosos que se aventuram pelas terras bras\u00edlicas. Foi culturalmente efervescente a corte brasileira desse per\u00edodo e muitos deles ficaram no pa\u00eds por mais de d\u00e9cada, ou permanentemente; outra parcela foi-se t\u00e3o logo terminaram os trabalhos. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Suas produ\u00e7\u00f5es e impress\u00f5es trouxeram \u00e0 luz informa\u00e7\u00f5es fundamentais para o conhecimento da riqueza, da diversidade dos recursos naturais e da geografia brasileiras. Os relatos sobre as popula\u00e7\u00f5es do interior da col\u00f4nia, dos costumes da corte e dos centros urbanos mostram facetas deste Brasil ainda a se conhecer. Tamb\u00e9m \u00e9 not\u00f3ria a beleza pl\u00e1stica de in\u00fameros desenhos, telas &nbsp;e gravuras produzidos para registrar tanto a paisagem natural como aquela de atua\u00e7\u00e3o do homem.&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a texto ou sob o tra\u00e7o, esses viajantes &#8211; cientistas fizeram conhecer o pa\u00eds por um modo de ver que al\u00e9m do olhar do naturalista, etn\u00f3grafo ou antrop\u00f3logo, e do artista&nbsp; \u00e9 o olhar do estrangeiro como nos alerta alguns estudos contempor\u00e2neos&nbsp;[5]&nbsp;da hist\u00f3ria brasileira. Um olhar, por vezes pitoresco ou caricato, que condicionou outros olhares e marcou identidades.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia, registraremos alguns estudiosos que chegaram ao Brasil no per\u00edodo joanino como tamb\u00e9m algumas expedi\u00e7\u00f5es de destaque, trazendo \u00e0 lembran\u00e7a suas produ\u00e7\u00f5es que de certa forma sistematizam o conhecimento sobre o Brasil. Mesmo se apresentados separadamente, vale lembrar que houve intera\u00e7\u00e3o entre os v\u00e1rios naturalistas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bar\u00e3o William Ludwig von Eschwege no Brasil (1810-1821)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-heading-9698655c\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-heading wp-block-themeisle-blocks-advanced-heading-9698655c\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/4b609d96-fc60-4ebe-b963-278826f2f320\" alt=\"\" style=\"\">\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p><em>William Ludwig von Eschwege \u00a0(1777-1855)\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ge\u00f3logo e metalurgista alem\u00e3o (1777\u20131855). De fam\u00edlia aristocr\u00e1tica dedicou-se \u00e0 carreira militar; estudou engenharia mas teve forma\u00e7\u00e3o cultural ecl\u00e9tica. Antes de vir para o Brasil, onde ficou de 1810-1821, serviu \u00e0 Coroa em Portugal. L\u00e1 catalogou in\u00fameros aspectos da mineralogia portuguesa e fez estudo sobre as conchas fossilizadas da regi\u00e3o de Lisboa. Dirigiu tamb\u00e9m uma f\u00e1brica de artilharia e ferramentas e ferro onde eram produzidos os canh\u00f5es do Ex\u00e9rcito portugu\u00eas&nbsp;[6].<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1810, o Bar\u00e3o d`Eschwege chegou ao Brasil para estudar as potencialidades minerais da col\u00f4nia que aquele momento era a moradia da Corte portuguesa. E logo D. Jo\u00e3o criava o Gabinete de Mineralogia cuja dire\u00e7\u00e3o coube ao Bar\u00e3o. Ainda no Rio de Janeiro, ele tamb\u00e9m contribuiu para a estrutura\u00e7\u00e3o do ensino da Matem\u00e1tica e da F\u00edsica na Academina Militar do Rio de Janeiro, criada em 1810. Recebeu do pr\u00edncipe regente a patente de tenente-coronel engenheiro e posteriormente foi nomeado \u201cIntendente das&nbsp;Minas do Ouro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/a9c34cdf-d206-4486-96b4-0c36c543394b\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>[7]<\/p>\n\n\n\n<p><em>Bar\u00e3o d`Eschwege<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>pintura de Wiegandt, Bernhard &#8211; Acervo do Museu Paulista<\/p>\n\n\n\n<p>Em Minas, Eschwege empreendeu ele mesmo a instala\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica de ferro em Congonhas do Campo, que j\u00e1 produziu em dezembro de 1812. Nessa mesma regi\u00e3o, introduziu os pil\u00f5es hidr\u00e1ulicos na minera\u00e7\u00e3o de ouro na lavra do coronel Romualdo Jos\u00e9 Monteiro de Barros &#8211; lavra essa visitada por Von Spix e por von Martius m 1817&nbsp;[8]. Tamb\u00e9m contribuiu na defini\u00e7\u00e3o das bases para a funda\u00e7\u00e3o da primeira companhia de min\u00e9rio de ferro do Brasil como ainda dos estatutos das sociedades de minera\u00e7\u00e3o, aprovados pelo Governo em 1817. No Brasil o nome Eschwege \u00e9 reverenciado no setor sider\u00fargico.<\/p>\n\n\n\n<p>Com suas expedi\u00e7\u00f5es o Bar\u00e3o inovou e contribuiu para os estudos geol\u00f3gicos e minerais, notabilizando-se, sobremaneira, pelo emprego de crit\u00e9rios cient\u00edficos nas explora\u00e7\u00f5es&nbsp;[9]. Conhecendo o territ\u00f3rio de Minas Gerais e de S\u00e3o Paulo, tanto assinalou a presen\u00e7a de minerais \u2013 do mangan\u00eas, por exemplo, foi o primeiro \u2013 como nominou acidentes geogr\u00e1ficos como a Serra do Espinha\u00e7o que se estende da Bahia at\u00e9 Minas Gerais. Importante tamb\u00e9m foi sua produ\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica&nbsp;[10]&nbsp;das regi\u00f5es por onde andou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/dfb76d5b-a1c4-4f87-8cc7-31af42f3d8e6\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;<em>Morfologia dos Terrenos da \u00e1rea central de Minas Gerais segundo Exchwege (1833)<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/23088046-def5-4780-849c-2b3c18725b97\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O mapa da&nbsp; Capitania de Minas levantado pelo Bar\u00e3o em 1821, &nbsp;bem como os perfis topogr\u00e1ficos de trajetos de suas viagens em Minas e Rio foram por muito tempo as mais preciosas imagens cartogr\u00e1ficas dessas regi\u00f5es. Esses produtos e os extensos relat\u00f3rios de viagem \u201crefletem muitas das facetas do mundo urbano e dos sert\u00f5es das Minas sob a \u00f3tica do Bar\u00e3o\u201d, lembra Jos\u00e9 Ot\u00e1vio Aguiar em&nbsp;<em>Mem\u00f3rias e Hist\u00f3rias de Guido Thomaz Marli\u00e8re<\/em>.&nbsp;[11]&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao associarmos o nome de Exchwege ao de Guido Marli\u00e8re, destacamos que Guido Marli\u00e8re foi um militar franc\u00eas, a servi\u00e7o da corte portuguesa, que chegou ao Brasil com D. Jo\u00e3o. Muitos naturalistas que estiveram em Minas visitaram Marli\u00e8re em sua fazenda na Mata mineira, na regi\u00e3o da atual Guidoval, como Spix, Martius e Saint Hilaire. Guido Marli\u00e8re era, a esse momento, diretor da&nbsp;<em>Junta Militar da Conquista e Civiliza\u00e7\u00e3o dos \u00ecndios e Navega\u00e7\u00e3o do Rio Doce<\/em>, e tornou-se refer\u00eancia de apoio para os estudiosos&nbsp;Embora n\u00e3o tenha deixado obra escrita, \u00e9 reconhecida a obra humanit\u00e1ria de Marli\u00e8re junto \u00e0s etnias Puri, Coroado e Botocudo. Igualmente considerado s\u00e3o os relatos de suas atividades no comando das Divis\u00f5es Militares do Rio Doce &#8211; documento essencial para os estudos sobre a abertura e povoamento da extensa faixa leste de Minas Gerais, entre os vales dos rios Pomba e Jequitinhonha. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a obra escrita de Eschwege \u00e9 grande e boa parcela traduzida ao portugu\u00eas. Destacam-se, a publica\u00e7\u00e3o seminal&nbsp;<em>Pluto Brasiliensis,<\/em>&nbsp;publicada em Berlim em 1833, que \u00e9 a primeira obra cient\u00edfica sobre a geologia brasileira. E&nbsp;&nbsp;<em>Contribui\u00e7\u00f5es para a Orografia Brasileira<\/em>, publicada em 1830, tamb\u00e9m na Alemanha<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obras de Exchwege publicadas sobre e no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Jornal do Brasil, 1811 \u2013 1817: ou relatos diversos do Brasil colectados durante expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o: Friedrich E. Renger, Tarc\u00edsia Lobo Ribeiro e G\u00fcnter Augustin. Belo Horizonte: Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro, 2002. [Introdu\u00e7\u00e3o de Friedrich E. Renger e Douglas Cole Libby.<\/li>\n\n\n\n<li><em>Brasil, novo mundo<\/em>, Vol. II. Tradu\u00e7\u00e3o Myriam \u00c1vila. Belo Horizonte: Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro, 2000. Introdu\u00e7\u00e3o de Friedrich E. Renger.<\/li>\n\n\n\n<li><em>Brasil, novo mundo<\/em>, Vol. I. Tradu\u00e7\u00e3o Dom\u00edcio de Figueiredo Murta. Belo Horizonte: Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro, 1996. Introdu\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Ant\u00f4nio de Paula.<\/li>\n\n\n\n<li><em>Pluto Brasiliensis<\/em>. S\u00e3o Paulo: Itatiaia, 1978. (2 volumes)<\/li>\n\n\n\n<li>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;. S\u00e3o Paulo: Nacional, 1941. (2 volumes).<\/li>\n\n\n\n<li>Contribui\u00e7\u00f5es para a Geogn\u00f3stica do Brasil. Cap. 3 ao 10. Trad. e notas Rodolpho Jacob, Imprensa Oficial, Belo Horizonte, ed. 1932.<\/li>\n\n\n\n<li>Contribui\u00e7\u00f5es para a Geogn\u00f3stica do Brasil, tiradas das viagens dos Srs. Von Spix e von Martius reunidas e anotadas por W. L. von Eschwege . Trad. e notas Rodolpho Jacob, Imprensa Oficial, Belo Horizonte, ed. 1932.<\/li>\n\n\n\n<li><em>Pluto brasiliensis<\/em>. 2v. Trad. Dom\u00edcio de Figueiredo Murta. Ed. Itatiaia, Belo Horizonte, Ed. da Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, ed. 1979, 270 p.<\/li>\n\n\n\n<li><em>Novo Mappa da Capitania de Minas Geraes<\/em>. Levantado por Guilherme Bar\u00e3o D\u00b4Eschwege, Tenente Coronel do Real Corpo de Engenheiros, 1821. Escala [ca. 1: 1 000 000]. (C\u00f3pia sem data). 1 mapa ms. em 4 folhas coladas, color. \u00e0 m\u00e3o; 141 cm x 104 cm. \u2013 (Gabinete de Estudos Arqueol\u00f3gicos de Engenharia Militar-GEAEM. Lisboa, Portugal, Lx-PT).In: http:\/\/repositoriotoponimia.com.br\/mapa\/7. Acesso em 10 08 2021.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Viagem<\/strong>&nbsp;<strong>do<\/strong>&nbsp;<strong>pr\u00edncipe Maximiliano (1815-1817)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/620f2ce1-20ae-4cf6-afb6-a0ab69f667cc\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuwied (1782\u20131867)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>De 1815 a 1817, o pr\u00edncipe alem\u00e3o Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuwied &nbsp;viajou ao Brasil, como naturalista e&nbsp;etn\u00f3logo, para pesquisas explorat\u00f3rias dos recursos naturais e das popula\u00e7\u00f5es brasileiras. Detalhava e registrava seus deslocamentos[12]&nbsp;e teve contato especialmente com as popula\u00e7\u00f5es indigenas do leste de Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo e do Sul &nbsp;da Bahia. Essas viagens atendiam suas expectativas cient\u00edficas e eram bancadas por ele mesmo. E em 1833-1834, tamb\u00e9m as empreendeu aos Estados Unidos, com mesmo objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegando ao Rio de Janeiro em julho de 1815, &nbsp;foi recebido por &nbsp;G. H. v. Langsdorff, consul russo no Brasil desde 1813, tamb\u00e9m um incentivador das expedi\u00e7\u00f5es explor\u00e1t\u00f3rias. Este o apresentou o bot\u00e2nico Friedrich Sellow \u2013 que havia chegado ao Brasil em 1814 &#8211; e o ornit\u00f3logo George Wilhelm Freyreiss que passaram a compor a expedi\u00e7\u00e3o. Maximiliam teve tamb\u00e9m a companhia do \u00edndio Botocudo Guack&nbsp;[13]&nbsp;(ou Ku\u00eak) que foi seu &nbsp;interlocutor junto a v\u00e1rios agrupamentos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com grande interesse pelas popula\u00e7\u00f5es nativas, o pr\u00edncipe Maximiliam coletou, e enviou \u00e0 Europa, extenso material de pesquisa, como cr\u00e2nios e esqueletos de ind\u00edgenas. Dessas pesquisas e das viagens brasileiras, o pr\u00edncipe Maximiliam produziu a obra&nbsp;<em>Viagem ao Brasil (1815-1817)<\/em>&nbsp; onde faz descri\u00e7\u00e3o minuciosa da hist\u00f3ria&nbsp; natural da regi\u00e3o por onde andou&nbsp;[14], dando por vezes um tratamento estereotipado&nbsp; \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, evidenciado em estudos mais atuais de sua obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto Freyreiss como Sellow que j\u00e1 haviam recebido seus passaportes portugueses, necess\u00e1rios para a atividade, foram qualificados como &#8220;naturalista pension\u00e1rio&#8221; de Sua Magestade com remunera\u00e7\u00e3o anual de 1000 cuzados&nbsp;[15]. Freyreiss trabalhou muito pela coloniza\u00e7\u00e3o alem\u00e3 no Brasil e fundou a col\u00f4nia Leopoldina situada no sul da Bahia&nbsp;[16]. Freyreis faleceu em Nova Vi\u00e7osa, Bahia, em 1825 e Sellow afogado no rio Doce, num local denominado Cachoeira Escura, em 1831. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/a0b521ef-5e8e-484e-97f5-b20f39d7c245\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Esbo\u00e7os de Sellow, retratando ind\u00edgenas brasileiros. Uma habilidade pouco conhecida deste naturalista e uma prova de sua&nbsp;sensibilidade art\u00edstica. Acervo do Museu Zool\u00f3gico de Berlim (apud&nbsp;Hackethal 1995).<\/em>[17]<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/cd3bd1ef-1c19-4eae-b0d4-6ec95555efff\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;Fisionomia de alguns botocudos;&nbsp; Gravador Gallo Gallina &nbsp;a partir de Maximilien, Prince von Wied&nbsp;<\/em>[18].<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Botocudo Guack foi levado para a Europa onde sobreviveu, arremedo de si, longe de suas refer\u00eancias, por mais alguns anos. E ainda quando morreu, seu cr\u00e2nio foi doado&nbsp; por Wied-Neuwied ao Instituto de Anatomia da Universidade de Bonn&nbsp;[19]. Em 2015, reinvidicado pela tribo Crenaque, o cr\u00e2nio retornou ao Brasil, e foi entregue \u00e0 municipalidade em Jequitinhonha, MG, para, enfim, ter os rituais funer\u00e1rios&nbsp;[20].<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/6051240e-81ad-4d84-987e-dd5d31e66273\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;<em>Gravura de Maximiliam Alexander von Wied Neuwied<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/3b0ffe2d-150f-4e88-8831-ad03b8ea9506\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>[21]<\/p>\n\n\n\n<p><em>Botocudos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>.o0o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/youtu.be\/k7GUiBbaZzo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ASSISTA A PALESTRA DA PROFESSORA HELOISA AZEVEDO DA COSTA<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<strong>Expedi\u00e7\u00e3o Rurik<\/strong>&nbsp;(1815 a 1818)&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O nome refere-se ao navio em que os componentes embarcaram. Essa expedi\u00e7\u00e3o foi organizada pelo&nbsp;conde Nikolai Petrovich Romanzov&nbsp;[22]&nbsp;&nbsp;&#8211; chanceler do Imp\u00e9rio Russo, entre os anos de 1815 e 1818. N\u00e3o foi uma expedi\u00e7\u00e3o que tivesse como objetivo \u00fanico o Brasil, mas que passando pelo sul deixou registros visuais da ilha de Santa Catarina, realizados por Louis Choris&nbsp;[23], pintor e explorador germano-ucraniano, falecido em 1828.<\/p>\n\n\n\n<p>Louis Choris foi um pintor e desenhista. Filho de pais alem\u00e3es, nasceu em 1795 em&nbsp;Yekaterinoslav, atual Ucr\u00e2nia. Na Fran\u00e7a, publicou primeiramente&nbsp;<em>Voyage pittoresque autour du monde<\/em>&nbsp;&#8211; obra conjunta com outros pesquisadores. Em 1826,&nbsp;<em>Vues et paysages des r\u00e9gions \u00e9quinoxiales,&nbsp;<\/em>sobre sua viagem ao sul do continente americano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/d3aa4a35-f4f4-4441-8742-705c6fc719fb\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/351ff345-c0b3-4079-b7a7-f2b47aee4041\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Vue de la c\u00f6te du Br\u00e8sil vis \u00e0 vis de l\u2019Ile de St e Catherine (Br\u00e8sil)<\/em>&nbsp;\u2014 desenho de Louis Choris \u2014<\/p>\n\n\n\n<p>(20,9 cm x 26,3 cm). [24]<\/p>\n\n\n\n<p>.o0o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Artistas Franceses<\/strong>[25]<strong>&nbsp;&#8211;&nbsp; Miss\u00e3o ou Col\u00f4nia&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 1816, logo ap\u00f3s o falecimento da rainha D. Maria I, um grupo de artistas franceses chega ao Rio de Janeiro.Era um total de 17 profissionais e seus auxiliares, ligados ao mundo das artes e dos of\u00edcios. Ao todo, com familiares e criados, chegaram 40 pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiramente, o grupo era reconhecido como \u201cCol\u00f4nia francesa\u201d ou \u201cCol\u00f4nia Lebreton\u201d, devido a Joachin Lebreton, Secret\u00e1rio da Classe de Belas Artes do Institut de France, que arregimentou&nbsp; seus componentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do s\u00e9culo XX, a designa\u00e7\u00e3o \u201cMiss\u00e3o Art\u00edstica\u201d passa a ser corrente na historiografia brasileira&nbsp;[26].<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os nomes mais destacados est\u00e3o o pr\u00f3prio Lebreton que cuidou tanto da organiza\u00e7\u00e3o da viagem como do projeto de cria\u00e7\u00e3o a Escola Real de Ci\u00eancias, Artes e Of\u00edcios que foi logo assumido pela Coroa. Foi ele o centro da campanha contr\u00e1ria \u00e0 presen\u00e7a dessa col\u00f4nia, tida como bonapartista, &nbsp;levada pelo c\u00f4nsul franc\u00eas no Rio de Janeiro, Jean-Baptiste Maler. Lebreton faleceu em 1819 antes de ver consolidado seu projeto da Escola. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/6f4908d2-66c3-4bac-b2c5-925ba38f75d2\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Joachin Lebreton<\/em>&nbsp;&nbsp;(1760-1819)- Gravura de Charles-Victor Normand<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 entre os artistas, est\u00e1 Nicolas-Antoine Taunay (1755-1830) que chegou com a mulher Marie Jos\u00e9phine Rondel e cinco filhos \u2013 Charles, Adrien, Theodore, F\u00e9lix e Hippolyte &#8211;&nbsp; e ainda o irm\u00e3o Auguste-Marie Taunay, reconhecido escultor. Nicolas Taunay era um premiado pintor de paisagens, membro do Instituto de Fran\u00e7a. \u201dHomem de sessenta anos, com numerosa fam\u00edlia\u201c conforme se apresentara em carta a D. Jo\u00e3o, oferecendo-se como professor dos pr\u00edncipes infantes, segundo a Lilia Schwartz em seu livro \u201cO Sol do Brasil\u201d. Nicolas Taunay , devido \u00e0s dificuldades de implanta\u00e7\u00e3o&nbsp; da Escola de Artes e Of\u00edcios&nbsp; e dos desalinhos na pr\u00f3pria Col\u00f4nia, retorna \u00e0 Fran\u00e7a 1820; somente a mulher e o filho Hippolyte o acompanham, os outros&nbsp; continuar\u00e3o sua jornada brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/3461c302-766e-408d-8c68-c6f0bb8d88f8\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"482\">&nbsp;<em>Nicolas-Antoine Taunay \u2013 Auto-retrato<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/ee92f00a-ccae-4c21-a792-5f079f0c8991\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Nicolas-Antoine Taunay (recorte)<\/em>, Gravura de Miius ap\u00f3s pintura de Louis-Leopold Boilly [1798].<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/57056e4b-568c-4b7b-a3be-4e3bca6d57b5\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;<em>Vista do Outeiro, Praia e Igreja da Gl\u00f3ria \u2013 Rio de Janeiro, 1816&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/2c4316ef-eca5-4e13-9358-13ef564b004a\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Cascatinha da Tijuca&nbsp;<\/em>[27]<\/p>\n\n\n\n<p><em>(<\/em>A Cascatinha da Tijuca, ao lado da casa de Taunay, na mata da Tijuca, foi inspira\u00e7\u00e3o para v\u00e1rios pintores.)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/5e482d3f-05c6-4e20-aba7-3defe4b64d7b\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Sc\u00e8ne maritime a Rio&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/d3b77c7f-709f-4c75-9cc8-2ca1c48a6a19\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Entrada da ba\u00eda e da vila do Rio, a partir do terra\u00e7o do convento de Santo Ant\u00f4nio em 1816&nbsp;<\/em>[28]<\/p>\n\n\n\n<p>Compunha tamb\u00e9m a Col\u00f4nia Lebreton, o pintor de Hist\u00f3ria (categoria mais elevada na hierarquia das artes no modelo neocl\u00e1ssico) Jean-Baptiste Debret. Ele foi tamb\u00e9m professor de artes a partir de 1820 na Escola Real de Belas Artes e na sucessora Escola Imperial &#8211; AIBA. Debret era &nbsp;primo do&nbsp; renomado&nbsp; pintor de Hist\u00f3ria, &nbsp;Jacques- Louis David, em cujo ateli\u00ea trabalhara em Paris. Devido a essa proximidade, Debret tamb\u00e9m foi vigiado de perto pelo Consul da Fran\u00e7a, Jean-Baptiste Maler, contr\u00e1rio \u00e0 presen\u00e7a dos \u201cartistas bonapartistas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Debret \u00e9 tamb\u00e9m reconhecido pela profus\u00e3o de obras que retratam os costumes e o cotidiano brasileiro&nbsp; e de sua atua\u00e7\u00e3o como pintor&nbsp; de v\u00e1rios membros da fam\u00edlia real. Ap\u00f3s seu retorno \u00e0 Fran\u00e7a em 1831, publicou (1834-39) a obra&nbsp;<em>Voyage pittoresque et historique au Br\u00e9sil,&nbsp;<\/em>que al\u00e9m de imagens, traz&nbsp; suas impress\u00f5es sobre o deslocamento desse grupo de artistas para o Brasil.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/14994f05-27c2-46b9-ba46-6e2f0d093ba3\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"482\">&nbsp;[29]<\/p>\n\n\n\n<p><em>Jean-Baptiste Debret&nbsp; (1768-1848)<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/a7f0644d-4847-4473-b824-6f714f613979\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Desenhos e Gravuras de Jean-Baptiste Debret, de&nbsp;<em>Voyage pittoresque et historique au Br\u00e9sil&nbsp;<\/em><em>Costumes du Br\u00e9sil<\/em>&nbsp;par Jean-Baptiste Debret [30]<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/43842844-7730-422b-b456-2612b3757b74\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/d4e8c738-5c9b-4516-8f95-a60e58d63559\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/17ce1080-51a9-4598-9e65-cf963885bfb1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/bb157898-5631-48ac-aeec-a65218fab278\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/bde87c82-9014-418b-b086-1a5c7d9fd9e6\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>[31]<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/8223e25b-a452-46c2-9f36-48f4256e39b1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;<em>Fam\u00edlia guarani capturada&nbsp; por ca\u00e7adores de escravos<\/em>&nbsp;\u2013 Debret<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/35c65f8b-cf1a-406a-bac2-e1bc452d2abc\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Marimba&nbsp;<\/em>\u2013 Debret<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/dd857a2b-4e0b-43c6-ad6b-1a79c7613a4d\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Coroa\u00e7\u00e3o de Pedro I<\/em>&nbsp;&#8211; Debret<\/p>\n\n\n\n<p>E ainda Auguste Henri Grandjean de Montigny (1776-1850), arquiteto com grande atua\u00e7\u00e3o na It\u00e1lia. Montigny veio para o Brasil com mulher, quatro filhas e uma criada. Al\u00e9m da concep\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de todo o cen\u00e1rio neocl\u00e1ssico para a cora\u00e7\u00e3o de D. Jo\u00e3o e depois para a recep\u00e7\u00e3o da princesa Leopoldina e o casamento de D. Pedro , &nbsp;junto com Debret, Nicolas Taunay e Auguste Taunay. Grandjean de Montigny engajou-se na Escola Real de Belas Artes&nbsp; onde foi Lente de Arquitetura.&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/099c70d8-0035-49fa-b445-cc67d1c2a1a1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>O arquiteto franc\u00eas Grandjean de Montigny<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ol\u00e9o sobre tela, (81 x 66 cm) de Auguste Muller&nbsp;<\/em>[32].<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dele o projeto do&nbsp; pr\u00e9dio da&nbsp; Academia Imperial de Belas Artes \u2013 AIBA ,&nbsp; cujo p\u00f3rtico \u00e9 preservado no Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro. Tamb\u00e9m s\u00e3o dele os projetos do pr\u00e9dio da Casa Fran\u00e7a-Brasil e sua resid\u00eancia na G\u00e1vea, de propriedade da PUC-Rio, ainda hoje funcionais.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/bab450b3-7200-4ffd-9588-2f2696acf7d2\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"482\"><em>Portal da AIBA, terminado em 1850<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Projeto de Grandjean de Montigny, relevo de Zepherin Ferrez<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Hoje no Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/a8e04566-00fa-4665-b9a8-8e8fb7cdf486\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>[33]<\/p>\n\n\n\n<p><em>Projeto Albergue dos Pobres [fachada, corte e estudo de detalhes]<\/em><br>Grandjean de Montigny\/Bico-de-pena, aguada de nanquim e tinta vermelha\/&nbsp;97,00cm x 58,50cm<\/p>\n\n\n\n<p>A qualidade dos trabalhos produzidos retratando v\u00e1rios aspectos da vida brasileira, como os de Debret, as paisagens de Nicolas Taunay onde as pessoas s\u00e3o parte de uma natureza harm\u00f4nica, ou mesmo as obras que nos ficaram do arquiteto Montigny, tido como o introdutor do estilo neocl\u00e1ssico na arquitetura brasileira,&nbsp; fizeram esse grupo de artistas franceses&nbsp; reconhecido e reverenciado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto h\u00e1 diferentes narrativas sobre o motivo de sua vinda para o Brasil. \u00c0 ideia de que o grupo&nbsp; teria chegado ao Brasil a convite de D. Jo\u00e3o contrap\u00f5e-se outra de que esses artistas, reconhecidos bonapartistas, teriam sa\u00eddo da Fran\u00e7a por n\u00e3o estarem bem&nbsp; junto \u00e0 Corte restaurada dos Bourbon. E que s\u00f3 no Rio de Janeiro ofereceram seus servi\u00e7os \u00e0 corte de D. Jo\u00e3o VI. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O debate tornou-se evidente com a divulga\u00e7\u00e3o do estudo &nbsp;<em>A Miss\u00e3o Art\u00edstica de 1816<\/em>, de Afonso Taunay (bisneto de Nicolas Taunay), pela&nbsp;<em>Revista do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro,&nbsp;<\/em>em 1912<em>.&nbsp;<\/em>A partir de ent\u00e3o<em>,&nbsp;<\/em>o nome \u201cMiss\u00e3o Art\u00edstica\u201d &nbsp;prevaleceu&nbsp; na historiografia. A ideia de \u201cMiss\u00e3o\u201d resvala \u00e0 de encargo j\u00e1 que o autor v\u00ea esses artistas como \u201cabnegados, apaixonados pela arte, valentes trabalhadores\u201d, segundo Lilia Schwarcz&nbsp;[34]. Diz ela que o autor, Afonso Taunay, &nbsp;repetindo a publica\u00e7\u00e3o anterior de Debret, tamb\u00e9m advoga que esses artistas teriam vindo para o Brasil a convite da Corte. Esses dois pontos \u2013 a nobreza do fun\u00e7\u00e3o do grupo e a origem do convite &#8211; ou o auto -convite &#8211; s\u00e3o temas que volta e meia&nbsp; ressurgem com releituras desses acontecimentos. A pol\u00eamica sai do fato em si e centra-se na narrativa da hist\u00f3ria onde s\u00e3o considerados a carga sem\u00e2ntica das palavras e a intencionalidade do narrador; Ou seja, a discuss\u00e3o desloca-se do campo da Hist\u00f3ria para o das Letras, mais precisamente da An\u00e1lise do Discurso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/2a056ca1-88e9-4d7c-b225-8906cb71e004\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ainda h\u00e1 outros aspectos que suscitam debates entre os historiadores. O primeiro \u00e9 referente \u00e0s causas para o atraso na implanta\u00e7\u00e3o da Escola Real de Ci\u00eancias, Artes e Of\u00edcios, trabalho do qual foi incumbida a partir de agosto de 1816, inclusive com seus membros recebendo pens\u00f5es do governo; e as disputas entre esses artistas franceses e os artistas portugueses na fundamenta\u00e7\u00e3o da Real Academia de Desenho, Pintura, Escultura e Arquitetura Civil, criada em 1820 em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira, e mais tarde transformada na Academina Imperial de Belas Artes \u2013 AIBA.&nbsp; Seu primeiro diretor foi o pintor portugu\u00eas Henrique Jos\u00e9 da Silva, tido como o motivo da disc\u00f3rdia com os franceses. Com a morte de Henrique Jos\u00e9 da Silva, em 1834, assume a dire\u00e7\u00e3o da AIBA&nbsp; o pintor F\u00e9lix \u00c9mile Taunay, que vai efetivar o projeto art\u00edsticio desse grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os historiadores de arte, \u00e9 certo que a vinda dos artistas franceses no per\u00edodo joanino, cuja atua\u00e7\u00e3o se estendeu \u00e0 \u00e9poca imperial, foi determinante para a forma\u00e7\u00e3o, segundo o c\u00e2none neocl\u00e1ssico, de gera\u00e7\u00f5es de artistas brasileiros que passaram pela Real Academia e depois pela AIBA.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>.o0o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Expedi\u00e7\u00e3o Explorat\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Financiada pelo governo franc\u00eas, que a esse momento tinha o Reino restaurado, essa expedi\u00e7\u00e3o trazia&nbsp; cientistas arregimentados pelo Conde de Luxemburgo. Chegou ao Brasil em junho de 1816. Entre os participantes est\u00e3o o desenhista e arque\u00f3logo Charles Othon Frederick John Baptist of Clarac (1777-1747) e o bot\u00e2nico Auguste Fran\u00e7ois de Saint-Hilaire.&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/5eaf46e7-b31c-4703-bb53-3404a2245ccf\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro trabalhou uma s\u00e9rie de esbo\u00e7os na regi\u00e3o o rio Bonito, Rio de Janeiro, dos quais foi poss\u00edvel depois produzir uma grande aquarela sobre as matas brasileiras. O trabalho resultante, denominado&nbsp;<em>F\u00f4ret Vierge du Br\u00e9sil<\/em>, foi publicada em 1819 na Fran\u00e7a. Para a composi\u00e7\u00e3o dessa aquarela tamb\u00e9m contribuiu seu &nbsp;estudo de plantas tropicais da estufa do principe Maximilian Alexander Philipp zu Wied.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/bb170105-1150-46f2-9985-6efcd59bf4e7\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"482\"><em>F\u00f4ret Vierge du Br\u00e9sil<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Charles Othon Frederick John Baptist of Clarac (1819) Louvre<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m os anos de Saint-Hilaire no Brasil foram prof\u00edcuos. Percorreu as ent\u00e3o prov\u00edncias do Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Espirito Santo, Goi\u00e1s, Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do sul. Colheu material org\u00e2nico e mineral para estudos cient\u00edficos &nbsp;que era seu objetivo inicial. Chegou a classificar duas fam\u00edlias, muitos g\u00eaneros e mais de mil esp\u00e9cies novas da flora brasileira. Fez uma cole\u00e7\u00e3o de cerca de 6 mil esp\u00e9cies de plantas para o Museu de Hist\u00f3ria Natural de Paris. Cuidou tamb\u00e9m de observar as popula\u00e7\u00f5es e seus&nbsp; costumes. Mas foram seus estudos da Bot\u00e2nica do pa\u00eds que fizeram de Saint-Hilaire uma refer\u00eancia entre os bot\u00e2nicos brasileiros. Como homenagem, foi erigido seu busto numa das alamedas do Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/96f5dc7e-044e-4067-9c9b-b13bba53697e\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>[35]<\/p>\n\n\n\n<p>Busto em bronze de Auguste de Saint Hilaire no Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Obra de Humberto Cozzo<\/p>\n\n\n\n<p>Saint-Hilaire ganhou tamb\u00e9m notoriedade pela publica\u00e7\u00e3o e pela dimens\u00e3o de seus relatos de viagem. S\u00e3o 17 obras em 23 volumes, sendo que onze destes sobre o Brasil. Obra essa que, principalmente&nbsp; sobre a vida e os costumes brasileiros no princ\u00edpio&nbsp; do s\u00e9culo XIX, \u00e9 muito citada por historiadores e antrop\u00f3logos. No entanto, estudos acad\u00eamicos dos \u00faltimos anos&nbsp;[36]&nbsp;relativos a essas narrativas, mesmo reconhecendo sua primazia e a visibilidade que trouxe ao pa\u00eds e \u00e0s ci\u00eancias humanas, destacam que nesses textos perpassa o olhar do outro, do de fora, crivado por seus valores e por suas viv\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/52e935b2-b53b-4326-946e-742ccc1b294e\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"482\">&nbsp;[37]<\/p>\n\n\n\n<p><em>Luxemburgia corymbosa<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Tipo coletado por Auguste de Saint- Hilaire na Serra do Cara\u00e7a (Brasil)&nbsp;Clich\u00ea BO, MNHN.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/50eae870-7313-4b78-8262-e13d66940c79\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;<em>Folha de rosto de Publica\u00e7\u00e3o de 1830 de Auguste de Saint-Hilaire<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>.o0o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Miss\u00e3o Austr\u00edaca<\/strong>[38]&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/626f73bc-6247-450a-8de8-9dc801ca99fb\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Chegou ao Brasil em julho de 1817 acompanhando a arquiduquesa Leopoldina, da \u00c1ustria, devido a seu casamento com o pr\u00edncipe&nbsp; Pedro de \u00c1lcantara. Este, a partir de 1821, vai se tornar imperador do Brasil, como Pedro I.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido ao grande interesse de Leopoldina pelas artes e pelas ci\u00eancias naturais trouxe&nbsp; ela uma&nbsp; comitiva de cientistas, bot\u00e2nicos, zo\u00f3logos e artistas europeus, formando o que veio a se chamar Miss\u00e3o Austr\u00edaca. Para a aflu\u00eancia desses estudiosos tamb\u00e9m corroborou&nbsp; a divulga\u00e7\u00e3o dos trabalhos de Alexandre de Humboldt&nbsp;[39]&nbsp;e Aim\u00e9 Bonpland, sobre a Am\u00e9rica espanhola. Nessa Miss\u00e3o estavam, entre outros, o pintor Thomas Ender, o m\u00e9dico e antrop\u00f3logo Karl Philip von Martius (1794-1868) e o naturalista &nbsp;Johann von Spix (1781-1826).<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/436f713f-27af-4d0b-9503-366d77abe505\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"482\"><em>Karl Philipvon Martius (1794-1868)<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/0b7a7da8-72e2-4c91-b3e7-9f12c41b2c69\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Johann Baptist von Spix (1781-1826)<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/ebb59573-dd8b-48b4-8915-0d208974a799\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Thomas Ender (1793-1875)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Thomas Ender era patrocinado pelo pr\u00edncipe Metternich. Em 1817 chega ao Brasil e fica por um per\u00edodo de dez meses. Apesar de tempo curto teve expressiva produ\u00e7\u00e3o: pintou mais de 700 obras mas n\u00e3o chega a publicar nenhum \u00e1lbum. Mas suas pinturas aparecem em publica\u00e7\u00f5es de naturalistas. Thomas Ender registrou em desenhos e aquarelas v\u00e1rios pontos da cidade do Rio de Janeiro; tamb\u00e9m fez viagens ao interior onde seu foco foram os costumes locais.&nbsp;Suas obras comp\u00f5em o acervo da Academia de Belas Artes de Viena. Em 1818, Ender percorre inicialmente, com von Spix e von Martius, a regi\u00e3o do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, registrando paisagens e cidades. Retorna ao Rio de Janeiro, adoece e teve que retornar \u00e0 \u00c0ustria.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/1612dc54-cd27-4b39-83a9-db093906dad5\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"482\">&nbsp;[40]<\/p>\n\n\n\n<p><em>Paisagem da Guanabara<\/em>, de 1817, de Thomas Ender<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/87c81031-b6fe-4752-9e93-25b03debc09b\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>[41]<\/p>\n\n\n\n<p><em>Pequena cachoeira na Floresta da Tijuca, junto \u00e0 casa do Senhor Taunay,&nbsp;<\/em>de Thomas Ender&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Martius e Spix, que ficaram no Brasil por tr\u00eas anos, percorreram al\u00e9m de Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, a prov\u00edncia de Minas Gerais. No livro&nbsp;<em>Viagem ao Brasil,&nbsp;<\/em>e em narrativa detalhada, eles descrevem&nbsp; a prov\u00edncia de Minas&nbsp; &#8211; onde, nos arredores de Vila Rica, puderam visitar a Forja de Prata de seu compatr\u00edcio von Eschwege que \u201cproduz , em quatro fornos suecos e dois fornos para barras, anualmente, umas mil arrobas de ferro batido, do qual grande parte \u00e9 consumido no local\u201d&nbsp;[42].<\/p>\n\n\n\n<p>Eles &nbsp;seguiram depois para nordeste at\u00e9 o Par\u00e1, chegando ao Amazonas em 1819. A partir dai, Spix subiu o Rio Negro e seus afluentes enquanto Martius rumou para o Rio Solim\u00f5es e Jupar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>No retorno a \u00c1ustria, Spix e Martius publicaram&nbsp;<em>Reise in Brasilien<\/em>&nbsp;(a obra Viagem pelo Brasil) &#8211; um conjunto de publica\u00e7\u00f5es sobre vegeta\u00e7\u00e3o, territ\u00f3rio e popula\u00e7\u00e3o &nbsp;onde perpassa o olhar etnocentr\u00edco dos autores &#8211; e&nbsp;<em>Flora brasiliensis<\/em>, obra de 15 volumes publicada por Martius, ap\u00f3s a morte de von Spix.<\/p>\n\n\n\n<p>Finda o per\u00edodo joanino em 1821. E com a assun\u00e7\u00e3o do trono pelo pr\u00edncipe D. Pedro e, marcadamente, a partir da Independ\u00eancia do Brasil, in\u00fameras outras expedi\u00e7\u00f5es e pesquisadores isolados aqui chegaram. O Brasil continuou sendo objeto de estudo do mundo europeu tanto no Primeiro como no Segundo Imp\u00e9rio. Mas foi D. Jo\u00e3o com a receptividade a estudiosos que abriu o Brasil para o mundo da Ci\u00eancia e das Artes e de certa forma sistematizou o in\u00edcio do conhecimento no e sobre o pais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Notas e Refer\u00eancias<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">[1]&nbsp;DIAS, Elaine.&nbsp;<em>A representa\u00e7\u00e3o da realeza no Brasil: uma an\u00e1lise dos retratos de D. Jo\u00e3o VI e D. Pedro I, de Jean-Baptiste Debret .<\/em>&nbsp; e Anais do Museu Paulista: Hist\u00f3ria e Cultura Material &#8211; Home Page (scielo.br)&nbsp;https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0101-47142006000100008, acessado em 14.04.2021.<\/h4>\n\n\n\n<p>[2] SCHWARCZ. Lilia Moritz. &nbsp;<em>A longa Viagem da Biblioteca dos Reis<\/em>. Cia das Letras, 2002. P. 189.<\/p>\n\n\n\n<p>[3] RIBEIRO, Jo\u00e3o.&nbsp;<em>Hist\u00f3ria do Brasil<\/em>. Editora Itatiaia. 2001. P. 210.<\/p>\n\n\n\n<p>[4] Idem, p. 212<\/p>\n\n\n\n<p>[5] SOUZA, Celso Ant\u00f4nio Spaggiari; Freitas, Rita de C\u00e1ssia Santos&nbsp;<em>Da Inferioridade Latente ao protagonismo compuls\u00f3rio: o olhar de Saint-Hilaire sobre as mulheres das Minas Gerais no in\u00edcio dos oitocentos<\/em>. Revista \u00c1rtemis, Vol. XIX; jan-julho 2015, pp. 90-100.<\/p>\n\n\n\n<p>[6] http:\/\/dicionario.sensagent.com\/Wilhelm_Ludwig_von_Eschwege\/pt-pt\/ , consulta em 10.03.2021.<\/p>\n\n\n\n<p>[7] Wilhelm Ludwig von Eschwege \u2013 Wikip\u00e9dia, a enciclop\u00e9dia livre (wikipedia.org)<\/p>\n\n\n\n<p>[8] SPIX E MARTIUS.&nbsp;<em>Viagem pelo Brasil<\/em>. Ed. Itatiaia. 1981. P. 245.<\/p>\n\n\n\n<p>[9] idem<\/p>\n\n\n\n<p>[10] SANTOS, M\u00e1rcia Maria Duarte dos; SEABRA, Maria C\u00e2ndida Trindade Costa de; &nbsp;COSTA,Ant\u00f4nio Gilberto (Orgs.).&nbsp;<em>Topon\u00edmia Hist\u00f3rica de Minas Gerais, do Setecentos ao Oitocentos Joanino &#8211; Registros em Mapas da Capitania e das Comarcas<\/em><em>. 2017.&nbsp;<\/em>http:\/\/repositoriotoponimia.com.br\/propriedades .<\/p>\n\n\n\n<p>[11] AGUIAR, Jos\u00e9 Ot\u00e1vio.&nbsp;<em>Mem\u00f3rias e Hist\u00f3rias de Guido Thomaz Marli\u00e8re (1808-1836).<\/em>&nbsp;EDUFCG.2012. P.125<\/p>\n\n\n\n<p>[12] ver&nbsp; p. 498&nbsp;<em>Minas Gerais 300 anos<\/em>&nbsp;&nbsp; Editora Idea 2020,&nbsp; \u201cO naturalista alem\u00e3o Pr\u00edncipe Maximiliam von Wied Neuwied utilizou essa picada (primeira picada de acesso ao litoral passando pelo Mucuri, aberta em 1811) para percorrer o trecho S\u00e3o Jos\u00e9 de Porto Alegre \u2013 Bom Sucesso de Minas Novas.<\/p>\n\n\n\n<p>[13]https:\/\/www.terra.com.br\/noticias\/cranios-de-indigenas-brasileiros-controverso-legado-colonial-alemao,9e58922cf8c7caefe22cf1a743963a5dseuummkj.html&nbsp; pesquisa em 11.02.2021<\/p>\n\n\n\n<p>[14]COSTA, Christina Rostworowski da&nbsp;.&nbsp;<em>O pr\u00edncipe Maximiliano de Wied-Neuwied e sua viagem ao Brasil (1815-1817).&nbsp;<\/em>https:\/\/teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/8\/8138\/tde-15042009-150645\/pt-br.php&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[15] PACHECO, Jos\u00e9 Fernando e Whitney, Bret M.&nbsp;<em>Um tributo ao naturalista Friedrich Sellow (1789-1831).<\/em>&nbsp;www.ao.com.br\/ao100_6.htm&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[16] SANTOS, &nbsp;Rafael Chaves.&nbsp;<em>Freyreiss e os \u00cdndios<\/em>. https:\/\/www.scielo.br\/pdf\/rbh\/v25n49\/a09v2549.pdf<\/p>\n\n\n\n<p>[17] PACHECO, Jos\u00e9 Fernando e Whitney,Bret M.&nbsp;<em>Um tributo ao naturalista Friedrich Sellow.&nbsp;<\/em>www.ao.com.br\/ao100_6.htm.<\/p>\n\n\n\n<p>[18] https:\/\/www.brasilianaiconografia.art.br\/artigos\/20219\/botocudos-de-wied-neuwied-a-tragedia-do-vale-do-rio-doce<\/p>\n\n\n\n<p>[19]https:\/\/www.terra.com.br\/noticias\/cranios-de-indigenas-brasileiros-controverso-legado-colonial-alemao,9e58922cf8c7caefe22cf1a743963a5dseuummkj.html<\/p>\n\n\n\n<p>[20]https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/tecnologia\/2011\/05\/09\/interna_tecnologia,226279\/depois-de-quase-200-anos-indio-botocudo-volta-para-casa.shtml<\/p>\n\n\n\n<p>[21] gravura de maximilian alexander von wied neuwied &#8211; Bing images<\/p>\n\n\n\n<p>[22] EXPEDI\u00c7\u00d5ES Artist\u00edcas e Cient\u00edficas do S\u00e9culo XIX. In: ENCICLOP\u00c9DIA Ita\u00fa Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. S\u00e3o Paulo: Ita\u00fa Cultural, 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/termo3783\/expedicoes-artisticas-e-cientificas-do-seculo-xix&gt;. Acesso em: 10 de Mar. 2021. Verbete da Enciclop\u00e9dia.&nbsp;ISBN: 978-85-7979-060-7<\/p>\n\n\n\n<p>[23]ROSSATO, Luciana. Imagens de Santa Catarina: arte e ci\u00eancia na obra do artista viajante Louis Choris1 UFRGS\/Capes&nbsp;&nbsp;&nbsp; https:\/\/www.scielo.br\/pdf<\/p>\n\n\n\n<p>[24] Vues et paysages des r\u00e9gions \u00e9quinoxiales \/ recueillis dans un voyage autour du monde, par Louis Choris, avec une introduction et un texte explicatif | Gallica (bnf.fr)&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[25] https:\/\/bndigital.bn.gov.br\/dossies\/dossie-antigo\/matrizes-nacionais\/figuras-de-viajantes\/a-missao-artistica-francesa-de-1816\/<\/p>\n\n\n\n<p>[26] SQUEFF, Let\u00edcia.&nbsp;<em>Revendo a Miss\u00e3o Francesa: \u201cA Miss\u00e3o Art\u00edstica de 1816\u201d, de Afonso d`Escrangnole Taunay<\/em>.&nbsp; I ENCONTRO DE HIST\u00d3RIA DA ARTE \u2013 IFCH\/ UNICAMP. 2005<\/p>\n\n\n\n<p>[27] Wikip\u00e9dia, a Enciclop\u00e9dia livre<\/p>\n\n\n\n<p>[28] Enciclopedia.itaucultural.org.br<\/p>\n\n\n\n<p>[29] https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/b\/b6\/Rodolfo_Amoedo_-_Retrato_do_pintor_Jean-Baptiste_Debret.jpg<\/p>\n\n\n\n<p>[30] Enciclopedia.itaucultural.org.br<\/p>\n\n\n\n<p>[31] idem<\/p>\n\n\n\n<p>[32] Fonte: gallica.bnf.fr \/ Biblioth\u00e8que nationale de France, acessado em 09.04.2021.<\/p>\n\n\n\n<p>[33] Grandjean de Montigny | Enciclop\u00e9dia Ita\u00fa Cultural (itaucultural.org.br)<\/p>\n\n\n\n<p>[34]SCHWARCZ, Lilia Moritz .&nbsp;<em>O Sol do Brasil<\/em>. 2008. p. 179<\/p>\n\n\n\n<p>[35] Publications scientifiques du Mus\u00e9um (openedition.org)&nbsp; https:\/\/books.openedition.org, acesso em 13.04.2021<\/p>\n\n\n\n<p>[36]SOUZA, Celso Ant\u00f4nio Spaggiari; Freitas, Rita de C\u00e1ssia Santos&nbsp;<em>Da Inferioridade Latente ao protagonismo compuls\u00f3rio: o olhar de Saint-Hilaire sobre as mulheres das Minas Gerais no in\u00edcio dos oitocentos<\/em>. Revista \u00c1rtemis, Vol. XIX; jan-julho 2015, pp. 90-100.<\/p>\n\n\n\n<p>[37] &nbsp;idem<\/p>\n\n\n\n<p>[38] http:\/\/www.educacional.com.br\/reportagens\/missoes\/austriaca.asp<\/p>\n\n\n\n<p>[39] http:\/\/www.educacional.com.br\/reportagens\/missoes\/austriaca.asp&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[40] Thomas Ender \u2013 Wikip\u00e9dia, a enciclop\u00e9dia livre (wikipedia.org)<\/p>\n\n\n\n<p>[41] KLEINER Wasserfall von Tijuca bey Hrn. Taunay\u00b4s Hause [Pequena cachoeira na Floresta da Tijuca, junto \u00e0 casa do Senhor Taunay]. In: ENCICLOP\u00c9DIA Ita\u00fa Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. S\u00e3o Paulo: Ita\u00fa Cultural, 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/obra60943\/kleiner-wasserfall-von-tijuca-bey-hrn-taunays-hause-pequena-cachoeira-na-floresta-da-tijuca-junto-a-casa-do-senhor-taunay&gt;. Acesso em: 13 de Abr. 2021. Verbete da Enciclop\u00e9dia.<br>ISBN: 978-85-7979-060-7<\/p>\n\n\n\n<p>[42] SPIX &nbsp;E MARTIUS.&nbsp;<em>Viagem pelo Brasil<\/em>. Cap. III do Livro Terceiro.Vol. 1. Editora Itatiaia.&nbsp; P. 244.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ihgmg.org.br\/images\/f66ceb26-8afe-47b2-920f-ef1d7f8c0f55\" alt=\"\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Heloisa Azevedo da CostaJornalista, pesquisadora e associada efetiva do IHGMG Trezentos anos protegida do olhar e da cobi\u00e7a de pa\u00edses europeus, a col\u00f4nia portuguesa na Am\u00e9rica, aberta ao mundo pelo pr\u00edncipe regente D. Jo\u00e3o , a partir da transfer\u00eancia da Corte em 1808, come\u00e7a a ser objeto de estudos de muitos naturalistas, interessados em mineralogia, &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/2023\/06\/15\/viajantes-naturalistas-europeus-em-minas-gerais-no-periodo-joanino\/\" class=\"more-link\">Leia mais<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Viajantes Naturalistas Europeus, em Minas Gerais, no Per\u00edodo Joanino&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[6,8],"tags":[],"class_list":["post-106","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-exposicao-virtual","category-heloisa-azevedo-da-costa"],"featured_media_urls":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=106"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/106\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":107,"href":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/106\/revisions\/107"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aclcl.org.br\/ihgmg\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}